Rerrefino
O QUE É RERREFINO?
- “É o tratamento do óleo lubrificante usado em uma seqüência de processos físico-químicos que remove todos os contaminantes, incluindo água, partículas sólidas, produtos de diluição, produtos de oxidação e os aditivos químicos previamente incorporados ao óleo básico.”
Fonte: Introdução à Reciclagem de Óleos Lubrificantes; Sérgio Costa Moreira; Instituto Brasileiro de Petróleo
COMO FUNCIONA O PROCESSO DE RERREFINO?
- 1. Coleta:
Segundo a resolução do CONAMA 362/05, o OLUC (Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado) deve ser recolhido pelos revendedores, coletado pelos fabricantes ou importadores e ser destinado ao rerrefino. O consumo médio anual de óleos lubrificantes no Brasil é de um 1,3 bilhões de litros, englobando todos os tipos de óleos, sendo automotivos (60%) e industriais (40%). A quantidade de lubrificantes usados coletada no país é pequena, apenas 30%, ou seja, 390 milhões de litros por ano. Na Europa, o volume chega a 50% do que é comercializado.
- 2. Recebimento e Filtragem:
O óleo coletado é descarregado e homogeneizado;
Logo a seguir é analisado pelo Controle de Qualidade, conforme as diretrizes estabelecidas pelas normas da ABNT; Se aprovado é filtrado e armazenado em tanques apropriados.
- 3. Desidratação / Termocraqueamento:
O óleo lubrificante usado é aquecido até 120ºC para a retirada de água, e até 280ºC para a remoção dos compostos orgânicos de cadeias carbônicas de baixo peso molecular. O sistema é provido de uma série de trocadores de calor, que fazem o aproveitamento energético do aquecimento gerado e de frações que necessitam de troca térmica.
Logo a seguir é analisado pelo Controle de Qualidade, conforme as diretrizes estabelecidas pelas normas da ABNT; Se aprovado é filtrado e armazenado em tanques apropriados.
- 4. Evaporação Total:
Após passar pelo processo de termocraqueamento /desidratação o óleo é enviado para a unidade de evaporação total;
O processo consiste na aplicação de temperatura elevada (acima de 375 ºC), alto vácuo e força centrífuga para a separação das frações mais pesadas contidas no óleo;
Estas frações são separadas por evaporação e posteriormente condensadas novamente através de poderosos condensadores.
- 5. Tratamento Físico-Químico:
Nesta fase, já resfriado a temperatura ambiente, ainda possui algumas quantidades de compostos oxidados a serem separados.
Para extraí-los, aplica-se um agente floculante, em quantidades ínfimas, que promove a aglomeração dos compostos oxidados que posteriormente decantam, sendo estes separados após algumas horas.
- 6. Clarificação:
O óleo é bombeado para o sistema de clarificação, para receber a adição do agente clarificante;
Este processo é responsável pela absorção das partículas que conferem coloração ao mesmo;
Para garantir a qualidade do óleo rerrefinado a temperatura fica na ordem de 350 ºC e então são realizadas análises laboratoriais que visam atender os Parâmetros de Qualidade IPS.
- 7. Filtragem:
O óleo misturado ao agente clarificante passa por um sistema de filtros-prensa e mangas, para a retirada dos particulados; Posteriormente é feito bombeamento para os tanques de óleo básico e rerrefinado a temperatura ambiente; Este é o final do processo onde o óleo rerrefinado atende as mais altas exigências de um óleo lubrificante básico mineral.
- 8. Gestão de resíduos:
O processo de rerrefino de óleos lubrificantes, utilizado pela IPS, foi aperfeiçoado ao longo dos anos, possibilitando melhorias no rendimento bem como na redução significativa dos resíduos e efluentes industriais do processo.
Todos os resíduos industriais gerados na IPS são enviados para unidades de co-processamento em fornos de indústrias de cimento, devidamente licenciadas pelos órgãos ambientais competentes. Da mesma forma o tratamento dos efluentes industriais é terceirizado por empresas licenciadas.
- SEGUNDO A ANP:
ÓLEO DE 1º REFINO = ÓLEO RERREFINADO
Mas precisamos considerar as seguintes informações:
- Óleos oriundos do processo de “1º Refino possuem de 65% a 85% de moléculas estáveis”.
- Óleos oriundos do processo de “Rerrefino possuem de 80% a 95% de moléculas estáveis”.
- Um óleo pode ser rerrefinado “INFINITAS” vezes. O limite é econômico
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PORQUE FAZER?
RESOLUÇÃO CONAMA 362/05 de 23/06/2005
- Art. 1 - Todo óleo lubrificante usado ou contaminado deverá ser recolhido, coletado e ter destinação final, de modo que não afete negativamente ao meio ambiente, e propicie a máxima recuperação dos constituintes nele contidos, na forma prevista nesta Resolução.
- Art. 3 - Todo o óleo lubrificante usado ou contaminado coletado deverá ser destinado à reciclagem por meio do processo de rerrefino.... qualquer outra utilização do óleo lubrificante usado ou contaminado dependera do licenciamento ambiental.
- Art. 5 - O produtor, o importador e o revendedor de óleo lubrificante acabado, bem como o gerador de óleo lubrificante usado, são responsáveis pelo recolhimento do óleo lubrificante usado ou contaminado.
- Art.12 - Ficam proibidos quaisquer descartes de óleos usados ou contaminados em solos, subsolos, nas águas interiores, no mar ou nos sistemas de esgoto ou evacuação de águas residuais.
- Art.13 - Para fins desta Resolução, não se entende a combustão ou incineração de óleo lubrificante usado ou contaminado como formas de reciclagem ou de destinação adequada.
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VALE A PENA?
- Uma tonelada de lubrificante gera carga poluidora equivalente a uma cidade com 40 000 habitantes.
- Um litro de lubrificante é capaz de contaminar um milhão de litros de água.
- Um vazamento de uma gota por segundo equivale a 1.500 litros por ano.
- Em média o Petróleo extraído possui apenas 8% de óleo básico.
- Em média o resíduo oleoso possui mais 70% de óleo básico.
- O Brasil é importador de óleo básico.
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BENEFÍCIOS
- Redução dos custos com a compra de lubrificantes.
- Receita com a venda de resíduos oleosos
- Redução do impacto ambiental.
- Agregar valor à imagem da empresa, e de seus colaboradores.
- Redução significativa no consumo, e no desperdício de lubrificantes.
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QUE TIPOS DE ÓLEO POSSO RERREFINAR?
- Hidráulicos, isolantes, para redutores, para turbinas, de processo, tratamento térmico, solúveis, integrais, tramp oil etc.
- Oriundos de vazamentos, contaminação com água, solventes, produtos químicos, partículas, e oxidados.
A parceria entre IPS e NESHER nos permite afirmar que somos ás únicas empresas do mercado em condições de ofertar o seguinte pacote:
- Serviço de coleta de resíduos oleosos, com retorno de lubrificantes novos, atendendo a toda legislação brasileira, e as especificações internacionais que atestam a qualidade dos lubrificantes.
- Formulação de novos lubrificantes com base nas necessidades reais.
- Completo serviço de Engenharia de Lubrificação, com treinamento e qualificação de todas as pessoas envolvidas no processo de gerenciamento da lubrificação e manutenção, manuseio e armazenamento de lubrificantes.
- Acompanhamento das condições dos lubrificantes através de análises laboratoriais mensais.
- Visitas para avaliação dos equipamentos onde são aplicados nossos lubrificantes.
- Fornecimento de equipamentos e treinamento para implementação da coleta seletiva de lubrificantes usados ou contaminados.
Análises laboratoriais inclusas:
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O QUE POSSO FAZER PARA AJUDAR?
- Orientar, treinar, motivar e envolver todas as pessoas que participam do manuseio e gestão dos lubrificantes e da lubrificação, manutenção e operação dos equipamentos, compras e descarte de lubrificantes e resíduos oleosos.
- Criar e gerenciar programas que minimizem a contaminação e degradação dos lubrificantes novos, e dos resíduos oleosos.
- Instalar dispositivos para coleta, e coleta seletiva.
- Destinar o mais rápido possível.
PRINCIPAIS DÚVIDAS?
- Aplicação destes conceitos e procedimentos poderá reduzir meus custos com manutenção e lubrificação em quanto?
- A confiabilidade, e a disponibilidade dos meus equipamentos e processos produtivos será afetada?
- Posso melhorar a forma como são tratados os lubrificantes e os resíduos oleosos?
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ALGUNS COMENTÁRIOS
1. Enviar o resíduo oleoso para o processo de rerrefino, com retorno de óleo novo à planta.
2. Avaliar cada equipamento e suas condições de operação, para definir o lubrificante adequado.
3. Manter este lubrificante limpo, seco, frio e desairado desde sua chegada, até a destinação para o rerrefino.
4. Manter o equipamento alinhado, balanceado e bem lubrificado.
A aplicação e manutenção destas quatro premissas, reduzirão os custos com manutenção, compra de lubrificantes e lubrificação em mais de 30%.
5. Definir critérios e procedimentos para o recebimento, armazenamento e manuseio de lubrificantes dentro da planta.
6. Minimizar as fontes de contaminação dos lubrificantes.
7. Controlar periodicamente as condições físicas e químicas dos lubrificantes aplicados nos equipamentos chaves.
A aplicação e manutenção das premissas de 1 à 7 eliminará as causas que promovem a degradação prematura dos lubrificantes e dos equipamentos, assim você estará eliminando as “causas raízes” das falhas. Eliminando a causa raiz, as falhas não se repetem, a confiabilidade e a disponibilidade de equipamentos e processos produtivos podem atingir sua plenitude.
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(11) 2364-3700
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